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Bonequinha de Luxo

Audrey Hepburn e George Peppard em cena de Bonequinha de Luxo

Bonequinha de Luxo, a festejada versão para o cinema da obra de Truman Capote

Por Helio Ponciano

Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s, 1961), de Blake Edwards — a versão do best seller de Truman Capote lançada pela Paramount —, declara amor a Nova York e aos errantes e impostores da cidade. Holly Golightly (Audrey Hepburn) é uma garota de programa que sonha casar com um milionário; enquanto a bonança não vem, namora a vitrine da Tiffany’s quando, pela manhã, chega solitária de suas noites. Paul Varjak (George Peppard), o escritor de um só livro sustentado pela amante (Patricia Neal), anda enfastiado da mediocridade e encontra na “criatura selvagem” algum lampejo de vida: na festa cosmopolita em que ela oferece no próprio apartamento; nas escapulidas que a moça vizinha dá para seu quarto a fim de se proteger de homens inoportunos; nas discussões dela com outro morador do prédio, o antológico senhor Yunioshi (Mickey Rooney); no canto, à beira da janela, de Moon River, de Henry Mancini e Johnny Mercer; no passeio de flâneurs por Nova York. O personagem José da Silva Pereira, brasileiro que morre de medo da polícia, poderia pôr a perder o idílio dos andarilhos. E de novo a renúncia será decisiva para a busca de alguma felicidade — esta tão cara quanto um presente da Tiffany’s.

O que já se disse:

Audrey Hepburn morreu em 1993. Deixou a imagem de uma das atrizes mais elegantes do cinema. Sua Holly Golightly, a bonequinha de luxo do título, é a personificação máxima desse status.” (Orlando Margarido na revista Veja São Paulo, 29 de maio/96)

 

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